Se o sexo não é fixo, porque a idade é?

Transidade ou “Não me Identifico com Esta Idade”.

Emile Ratelband;

Por Dennis Prager, no Free Republic. Leia o artigo completo aqui.

O escritor Dennis Prager, conhecido por sua capacidade argumentativa, faz suas considerações sobre o caso Emile Ratelband, que noticiamos aqui.

 

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Agora, o que há, exatamente, de errado com o argumento de Ratelband? Se o sexo não existe objetivamente, por que a idade existe? Se os sentimentos determinam o sexo, por que os sentimentos não determinam a idade? Se devemos considerar o sexo como “atribuído” no nascimento, por que não consideramos a idade como “atribuido” ao nascer?

Naturalmente, a esquerda argumentaria que a idade é fixa enquanto “o gênero é fluido”. Mas “o gênero é fluido” é uma afirmação sem sentido. Tudo o que a esquerda fez foi substituir a palavra “gênero” por “sexo” e depois inventar uma regra: o gênero é fluido, o que significa que o sexo é fluido.

Poucos negam que haja pessoas com disforia de gênero – pessoas que não se identificam com seu sexo biológico. Essas pessoas merecem o nosso cuidado, solidariedade e respeito devido a toda pessoa como filha de Deus que é.

Mas a solidariedade pela porcentagem minúscula de pessoas que não se identificam com seu sexo não significa que o sexo (ou gênero) não existe objetivamente. Significa, apenas, que algumas pessoas não se identificam com sua identidade sexual objetiva.

Estamos vivendo em uma época de caos intelectual e moral. O movimento político conhecido como esquerdismo ou progressismo (não liberalismo) é, antes de tudo, uma força caótica. E em nenhum lugar esse caos é mais evidente do que na tentativa, da esquerda, de acabar com a realidade de que o ser humano é criado ou homem ou mulher. Isso é um absurdo “binário”, de acordo com a esquerda.

Assim, uma manchete do New York Times, em outubro, dizia: “A anatomia não determina gênero, dizem os especialistas”.

Há apenas 10 anos, para não mencionar qualquer momento na história registrada, essa manchete teria sido considerada tão absurda que apenas um satirista ou um oponente da ciência a teria escrito. O artigo citou o Dr. Joshua D. Safer, endocrinologista e diretor executivo do Centro de Medicina e Cirurgia Transgênica do Sistema de Saúde Mount Sinai, em Nova York, dizendo: “A ideia de que o sexo de uma pessoa é determinado por sua anatomia no nascimento não é verdade, e sabemos que isso não é verdade há décadas”.

Quando os médicos argumentam que uma pessoa que tem dois cromossomos X, uma vagina, seios, ovários, um útero e um ciclo menstrual pode ser um homem, a sua sociedade está em apuros.

Então, por que o Emile Ratelband está errado?

Os juízes na Holanda provavelmente irão se pronunciar contra ele. Mas se eles acreditam que o sexo não tem uma realidade objetiva, que o sexo na certidão de nascimento pode ser mudado, com que base eles podem decidir que a data de nascimento não pode ser mudada?

A resposta é que não existem tais fundamentos. Mas apenas por enquanto – porque o dia em que o New York Times publicar um artigo intitulado “A idéeia de que a idade de uma pessoa é determinada por sua data de nascimento não é verdadeira”, a idade também se tornará subjetiva.

Dennis Prager é um radialista, escritor, e o fundador da Universidade Prager ;pode ser contatado em dennisprager.com.

 

 

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Millôr Fernandes

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