Contribuições ao CONIPSI

Até 21 de abril de 2017

Sumário

Saudade | A dança das horas | Tempo o Senhor da vida | Refazendo a história | Final de festa | Olhos marejados | Diga tudo e não me esconda nada | O curioso caso clínico Anna O.

Saudade – por Ely Vidal

Poxa palavrinha interessante
sem correlato em outros idiomas
seu significante é conhecido apenas
pelos falantes da língua portuguesa.
No entanto, é uma palavrinha matreira
safada e deliciosamente sem vergonha.
Vem brejeira e sorrateira,
muitas vezes,
alucinar o presente, com sabores do passado
tentando transtornar o futuro.
Mas, como é gostoso o sabor e o cheiro da saudade,
diz o vivente em seu enlevo masoquista.

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A dança das horas – por Ely Vidal

“A persistência da memória" (1931)

Salvador Dali

Eu quero sentir a doçura dos dias
Eu quero viver a alegria das horas
Eu preciso entender que o sabor de viver
não passa senão da necessidade da vida.
São fases, são momentos, que alegres ou tristes
me levam e enlevam a uma vida sem chistes
a uma vida que plena revela sabedoria.
do recôndito da alma nos revela
segredos nunca antes revelados.
Para prazer, ou simples deleite
que importa?
Nada importa, porque o que reporta é a vitória de uma vida.
Tendo sido bem vivida
deixará marcas, cicatrizes na alma
reveladoras de uma vida, deveras, muito bem vivida.
Sabedoras das delícias da paixão, do amor e de suas dores,
Enquanto se vive, corre apressado o coelho das horas
a relembrar-nos que: “É tarde…” que o minuto seguinte já era
que deste minuto já não resta, nada a não ser a batida
dura da hora seca, da hora cheia.
Cheia de dor, porque já se foi
e nada mais se pode acrescentar.
Tendo vivido, bem ou mal, o tempo levou o momento presente
cativo, como escravo, para os rincões do jardim da saudade.
E de lá ele nos olha sonhador
a todo instante nos enviando mensagens cifradas
quer por sabor, odor, aroma, e pelos meios de que dispõe
a fim de que completemos nosso viver
com doçura, alegria e amor
e dessa forma não venhamos a viver reféns de uma vida mal vivida.

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Tempo o Senhor da vida – por Ely Vidal

Na dança das horas
somente a semente que brota
fincando as raízes da vida que surge.
Isso irá eternizar a história das histórias.
A tua história!
O tempo existe pela necessidade que a vida tem dele para assim poder reinar soberana.
A vida sem o tempo não existiria.
Dizem alguns, que o tempo é o Senhor da Razão, eu diria que o tempo é o Senhor da Vida e por conseguinte, torna-se então o Senhor da Razão, mas um está intrinsecamente ligado ao outro, condição “sine qua non” para que no momento que um nasce e o outro surja.
A vida ruge, troveja e às vezes até como blasfêmia ignora os percalços, os obstáculos que tentam fazer com que ela não haja. Ignora até mesmo seus melindres e sobrepõe-se a tudo, majestosa como só ela é capaz de ser.
Por esse motivo vejo o tempo como o responsável pelo brotar da semente, e o considero o Senhor da Razão ao colocá-lo frente à vida que teimosa brota, independente de senões.

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Refazendo a história – por Ely Vidal

A dança dos corpos é linda.
São corpos etéreos que povoam apenas a mente do indivíduo.
Nessa interação se faz a dança do corpo presente.
Quer seja de mortos, quer não.
Nada disso importa, porque o que se busca é ao final o enterro dessa história, para a libertação do que hoje acorrentado se encontra a esse passado atroz.

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Final de festa – por Ely Vidal

Quer participar da festa?
Venha, traga suas melhores máscaras.
Arlequins, Pierrôs e Colombinas são todos bem-vindos.
À medida que a festa avança, um por um se desnuda.
Ah, como é linda a festa terapêutica…
Cada um se desnuda, e grotesco ou não, o salão se esvazia.
O sabor da festa se vai e ao cabo de tudo
encontramos um salão limpo, arejado e ensolarado,
que demonstra ter sido a terapia a chave do renascer.

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Olhos marejados – por Ely Vidal

Menina sonhadora, teus olhos não negam
sabes o encanto porque isso acalentas
nos traços desse rosto
que tanta história protege.
Ah quem dera o ter vivido
tão perto quanto possível
a ver desabrochar a flor de tua vida.
Quem sabe assim poderíamos agora
contar essa história, a quatro mãos
e sem rimas repetidas.

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Diga tudo e não me esconda nada – por Ely Vidal

Depressão, ansiedade, pânico, angústia, tudo isso tem cura.
Para tanto basta um atendimento psicanalítico de qualidade.
Procure-me, com toda a certeza teremos sucesso, pois, quem procura acha.
Diga tudo e não me esconda nada!

Faça contato comigo por um dos meios descritos abaixo:

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O curioso caso clínico Anna O – por Ely Vidal

Breuer comentou com Freud sobre o tratamento de um paciente que era conhecido de ambos. Hannah O, paciente este que se torna principal na história da Psicanálise.
Trata-se de um tratamento, um tanto quanto não usual, pois tem a ver com a cura através da palavra, a cura pela manifestação do paciente, em fazer uso daquilo que sente.
O que virá a ser a base da teoria psicanalítica “talking cure”, ou, a cura pela fala.
Hannah, uma paciente, que apresentava um quadro de histeria muito grave, já apresentando agravamento a olhos vistos, passa a ser acompanhada por Breuer todos os dias.
À medida que ela descreve o que sente, ele vai se dando conta de que, aquele sintoma descrito por ela, tende a desaparecer.
Quando ela descreve o que sente, e lhe diz os sintomas, aquilo começa a desaparecer.
Ele começa então a perceber que o paciente, neste caso, Hannah, é quem começa a colocar o ponto final ao tratamento, ao falar. E isso, passa a ser a base da psicoterapia.
Assim, utilizando-se da hipnose, Freud passa a fazer uso desta maneira, digamos, excêntrica de tratamento. O falar com seus pacientes, acerca do que sentem os mesmos, para dessa forma, descobrir como e quando começaram.
E o que ele, Freud, descobre dessa forma, despeja luzes de conhecimento, iluminando a cultura ocidental.
Ele segue então, paciente a paciente, a rastrear, em especial na histeria, chegando a experiências traumáticas na infância.
Aqui ele descobre especialmente, que o sexo, parecia sempre estar na raiz da enfermidade neurótica. Dessa forma, durante um bom tempo, Freud passaria a crer que toda a histeria sempre, derivava de uma história de abuso sexual durante a infância. Mas com o passar do tempo ele argumenta que, ou bem procede de abuso real, ou de fantasia reprimida e até condenada para a criança. Mas sempre, em qualquer caso, o sexo, estaria sempre no centro do problema. De fato, o sexo surge em todas as partes, inclusive no consultório de Freud.
Algumas pacientes do sexo feminino, desenvolvem sentimentos românticos por seu médico. Ao cabo de uma sessão, uma mulher o abraçou e lhe deu um beijo apaixonado.
Freud percebe que se encontra frente a um novo enigma, e começa a pensar acerca disso.
Segundo consta, nesta época, ele estava com aproximadamente 40 anos e sem experiência sexual. De maneira repentina uma paciente se lança em seus braços e lhe pede beijos. Naturalmente que a muitos, isso pareceria ser o caso de que a paciente, possa ter visto nele um homem bonito, atrativo, de que ela pudesse ter-se apaixonado por Freud. Mas, ao que consta, Freud não teria feito caso disso, e percebe aqui um novo conceito, qual seja, o “conceito da transferência”, que vem a ser uma ferramenta fundamental na psicoterapia. (Tradução livre, feita por Ely Silmar Vidal – psicanalista e presidente do CONIPSI).

www.youtube.com/watch?v=clBVlx215cU

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