iconfinder_vector_65_12_473798

Filie-se!

Junte-se ao Conselho Internacional de Psicanálise!

iconfinder_vector_65_02_473778

Associados

Clique aqui para conferir todos os nossos Associados.

iconfinder_vector_65_09_473792

Entidades Associadas

Descubra as entidades que usufruem do nosso suporte.

mundo

Associados Internacionais

Contamos com representantes do CONIPSI fora do Brasil também!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Por Dennis Prager

Explicando a esquerda, parte III: Esquerdismo como religião secular

Um dos livros mais importantes do século 20 – continua a ser um best-seller 59 anos depois de ter sido publicado pela primeira vez – é “Man’s Search for Meaning” de Viktor Frankl.

Marx via o impulso primário do homem como econômico e Freud o via como sexo. Mas Frankl acreditava – corretamente, na minha opinião – que o maior impulso do homem é por significado.

Uma pessoa pode ser pobre e casta mesmo assim ser feliz. Mas não se pode ser desprovido de significado e ser feliz – não importa quão rico ou quão sexualmente realizado se possa ser.

A maior fonte de significado para a grande maioria dos seres humanos é a religião. No Ocidente, o cristianismo (e em menor escala, o judaísmo) forneceu a quase todas as pessoas a Bíblia, um texto divino ou divinamente inspirado para guiar suas vidas; uma comunidade religiosa; respostas às questões fundamentais da vida; e, acima de tudo, significado: um bom Deus governa o universo; a morte não acaba com tudo; e os seres humanos foram criados com um objetivo. Além disso, o cristianismo deu aos cristãos um projeto: divulgar as boas novas e levar o mundo a Cristo. E o judaísmo deu aos judeus um projeto: viver de acordo com as leis de Deus de ética e santidade e ser “uma luz para as nações”.

Tudo isso desapareceu para a maioria dos ocidentais. A Bíblia é considerada um mito, na melhor das hipóteses, mal intencionada, na pior – não há Deus nenhum, e certamente não o Deus que dá a moralidade e que julga, da Bíblia; não há vida após a morte; os seres humanos são uma coincidência sem objetivo, sem nenhum propósito mais intrínseco além de qualquer outra coisa no universo. Em suma: isso é tudo o que existe.

Então, se a necessidade de significado é a maior de todas as necessidades humanas e aquilo que fornecia significado não fornece mais, o que milhões de ocidentais deveriam fazer?

A resposta é óbvia: encontre significado em outro lugar. Mas onde? A igreja não irá fornecer isso. Nem o casamento e a família – cada vez mais, os indivíduos seculares no Ocidente evitam o casamento e um número ainda maior não têm filhos. Acontece, para surpresa de muitos, que casamento e filhos são valores religiosos, não instintos humanos. No Ocidente hoje, amor e casamento (e filhos) andam juntos como um cavalo e uma carruagem para fiéis católicos, judeus ortodoxos, mórmons religiosos e protestantes evangélicos – não para os seculares. Conheço muitas famílias religiosas com mais de quatro filhos; não conheço uma família secular com mais de quatro filhos (e é provável que você também não).

A resposta à grande escassez de significado deixada pela morte da religião bíblica no Ocidente é a religião secular. Os dois primeiros grandes substitutos seculares foram o comunismo e o nazismo. O primeiro forneceu significado a centenas de milhões de pessoas; o segundo forneceu significado à maioria dos alemães e austríacos.

Em particular, ambas as ideologias deram significado à classe intelectual. Nenhum grupo acreditava no comunismo e no nazismo mais do que os intelectuais. Como todas as outras pessoas, os intelectuais seculares precisam de significado, e quando essa necessidade se combinou com o amor dos intelectuais pelas idéias (especialmente ideias novas – “novo” é quase erótico no poder de seu apelo aos intelectuais seculares), o comunismo e o nazismo se tornaram ideologias poderosas.

Com a queda do comunismo e a consciência da extensão do assassinato comunista em massa (cerca de 100 milhões de não-combatentes) e a escravização em massa (praticamente todos os indivíduos nos países comunistas – exceto os líderes do Partido Comunista – são essencialmente escravizados), o comunismo, ou pelo menos o palavra “comunismo”, caiu em descrédito.

Então, o que os intelectuais seculares fizeram quando o comunismo se tornou “o deus que falhou”?

A resposta foi criar outra outra religião secular de esquerda. E é isso que o esquerdismo é: um provedor de significado secular para suplantar o cristianismo. As expressões religiosas de esquerda incluem o marxismo, o comunismo, o socialismo, o feminismo e o ambientalismo.

Os princípios orientadores do esquerdismo – não obstante os princípios dos cristãos e judeus que alegam ser religiosos, mas possuem opiniões esquerdistas – são as antíteses do judaísmo e dos princípios orientadores do cristianismo.

O judaísmo e o cristianismo afirmam que as pessoas não são basicamente boas. O esquerdismo afirma que as pessoas são basicamente boas. Portanto, o judaísmo e o cristianismo acreditam que o mal vem da natureza humana, e o esquerdismo acredita que o mal vem do capitalismo, da religião, do estado-nação (nacionalismo), das corporações, do patriarcado e virtualmente de todos os outros valores tradicionais.

O judaísmo e o cristianismo sustentam que a utopia na Terra é impossível – só virá quando Deus quiser numa era messiânica ou após a morte. O esquerdismo afirma que a utopia deve ser criada aqui na Terra – o quanto antes. É por isso que os esquerdistas acham a América tão desprezível. Eles não se comparam a outras nações, mas a um ideal utópico – uma sociedade sem nenhuma desigualdade, nenhum racismo, nenhuma diferenças entre os sexos (na verdade, nenhum sexos) e nenhuma ganância, em que tudo que é importante é obtido gratuitamente.

O judaísmo e o cristianismo acreditam que Deus e a Bíblia devem nos instruir sobre como viver uma vida boa e como o coração é o último lugar para se procurar por orientação moral. Os esquerdistas desprezam qualquer um que se guie pela Bíblia e por seu Deus, e substituem o coração e os sentimentos pela instrução divina.

Pode haver um choque de civilizações entre o Ocidente e o Islã, mas o maior choque de civilizações é entre o Ocidente e a esquerda.

star-line-clipart-22
Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.