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Por Jackie Cushman, no Jewish World Review.

Você recentemente esteve em público e sentiu que foi tratado com rudeza?

Alguém corta você na fila, faz um olhar de desprezo ou diz algo que soa indelicado. O que aconteceu e como você reagiu? Você recebeu isso como um ataque pessoal, como um ataque à sua raça ou gênero? Ou você decidiu que a outra pessoa pode estar tendo um dia difícil e deixou passar?

Ou talvez você tenha tranquilamente se reafirmado, se você pensou que pode ter sido um erro inadvertido.

Sexta-feira passada, Erica Thomas, representante da Casa da Geórgia no Distrito 39 e a vice-presidente da minoria para os democratas, postou um vídeo emocional em sua página no Facebook alegando que, enquanto estava em uma mercearia, ela foi instruída a “voltar” para de onde viera. “Este homem branco vem até mim e diz: ‘Sua preguiçosa filha da (palavrão). Você precisa voltar para de onde veio.’

Senhor, você nem me conhece – Thomas, que estava chorando, respondeu no vídeo. -Eu não sou preguiçosa. Estou grávida de nove meses.

Foi o necessário para o mundo da mídia social política entrar em erupção. Logo, as pessoas estavam culpando o presidente Donald Trump por incitar o comentário. Alguns postaram seu apoio com #IStandWithErica. O ocorrido chamou a atenção nacional e acompanhou todo o final de semana. Toda vez que eu abria o Twitter, lá estava: Geórgia e confronto racista.

Isso é terrivelmente injusto para com o grande estado da Geórgia.

No fim de semana, o homem envolvido na briga, Eric Sparkes, apresentou-se e recuou das acusações de Thomas. Sua opinião? Ele conversou com ela sobre o uso da via expressa com muitos itens em sua cesta. Ela se tornou agressiva e verbalmente confrontante, e ele devolveu a agressão para ela. “Eu sou cubano; não sou branco. Sou claro, mas sou cubano … senti racismo e preconceito. Não estou dando uma de vítima. Essa mulher, a senhora Thomas, está posando de vítima … Ela está usando isso para aparecer na TV com fins políticos. “

Se esse era seu objetivo, parece ter funcionado bem.

Thomas recuou novamente com uma declaração na noite de terça-feira: “No nono mês da minha gravidez, nunca imaginei que me encontraria no meio de uma ação violenta e divisiva contra mim. Abusos verbais, controle de proximidade e microagressões são atos de violência, e especialmente contra uma mulher em estado vulnerável de gravidez”.

A parte realmente triste deste acontecimento é que ela provavelmente acredita que foi alvo por ser mulher e negra, não por estar na fila errada com muitos itens. Aparentemente, se ela é convidada a entrar em outra fila, não é porque ela tem muitos itens e não está seguindo as regras, mas porque a outra pessoa tem preconceito contra mulheres e negros. Ela evidentemente ainda acredita nisso, apesar de a outra pessoa envolvida ser um democrata hispânico que é anti-Trump, que estava tentando fazer com que ela usasse a fila correta.

Ela deveria ter se mudado para uma fila normal? Sim. Ele poderia ter ignorado seu grande número de itens? Sim. Mas em vez disso, temos uma história nacional sobre o racismo que não é sobre o racismo. É sobre acreditar que tudo é sobre raça, quando isso nem sempre é verdade.

Ainda existe racismo? Sim, e não deveria haver, mas não é o motivo de toda ação.

Então, o que há de errado com os membros da nossa sociedade que são rápidos demais para assumir o pior um do outro, para receber tudo como um insulto e ser incapazes de entender que precisamos aceitar um pouco da culpa pelo que aconteceu? O que precisamos para poder viver juntos em melhor harmonia?

Recentemente, nosso foco cultural tem sido garantir que as pessoas não sejam “acionadas” por “gatilhos”, que as microagressões sejam limitadas ou que, pelo menos, advertências sejam acionadas. Este foco é sobre se livrar de qualquer coisa que possa ser perturbadora. Pode haver uma alternativa melhor: desenvolver mais resiliência.

A American Psychological Association descreve a resiliência como “o processo de bem adaptar-se diante de adversidades, traumas, tragédias, ameaças ou fontes significativas de estresse – tais como problemas familiares e de relacionamento, problemas sérios de saúde ou estressores no ambiente de trabalho e financeiros”. A APA diz que significa “‘recuperar-se [quicar, no original]’ de experiências difíceis”.

Isso também significa entender quais eventos são fontes significativas de estresse (mencionados acima) e quais são apenas mal-entendidos simples que devem ser simplesmente ignorados.

Seria bom se vivêssemos em um mundo onde nos demos o benefício da dúvida em vez de assumir o pior um do outro. Isso também significaria que teríamos que ter bastante confiança e bom senso para perceber que nem tudo é sobre nós e muitas vezes é sobre a outra pessoa.

Fácil de aprender, muitas vezes difícil de viver.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.