Boletim Informativo do CONIPSI

Em 22 de novembro de 2016

Sumário

Pós-verdade: o fato está ultrapassado, o que conta é a sensação | Tradutora ajuda refugiados na Alemanha e se surpreende com o ódio | Reforma do Ensino Médio: um “empurrão” na educação | Aprenda como os autistas aprendem | Pesquisa comprova eficácia da educação bilíngue

Qual a palavra mais usada do ano?

hilary

Foto de Justin Sullivan.

O Dicionário Oxford elegeu a palavra do ano.

Como disse o site The Ringer, a escolha da palavra do ano não resulta de extensiva pesquisa, mas sim de decisão arbitrária. A metodologia consiste em inscrever um vasto número de palavras, retiradas de livros, jornais, blogs, em um “sofisticado software”; entregar o resultado a “lexicógrafos especialistas” que, dentre as com maior incidência, escolhem as que lhes agradam.

Essas palavras, entretanto, não deixam de refletir um certo zeitgeist do ano.

Por exemplo, todas as manchetes mundiais concluíam, desde a pré-campanha, que Hillary Clinton seria a presidente dos Estados Unidos.

Diversos “especialistas”, jornalistas e sites de notícias tratavam sua eleição como certa. Um caso emblemático foi o da revista americana Newsweek que colocou nas bancas antecipadamente a versão em que comemorava a vitória da democrata sobre Donald Trump.

A foto mostra a própria Hillary Clinton autografando as revistas que tiveram de ser recolhidas às pressas das bancas após a eleição de Trump. Isto é a pós-verdade: quando a sensação (desejo) se sobrepõe à realidade, aos fatos. Esta é palavra do ano segundo o Dicionário Oxford.

Leia a notícia completa aqui.

Ódio aos hóspedes

Uma tradutora foi trabalhar nos campos de refugiados alemães, atendendo a uma obrigação moral, como modo de agradecer ao país por ter sido acolhida quando veio refugiada da Eritréia. O jornal britânico The Sun traduziu partes da reportagem alemã.

“Puro ódio”. Foi desta maneira que a intérprete classificou o sentimento dos refugiados em relação aos cristãos, informa a reportagem. O relato surpreende até mesmo aqueles que afirmam que o terrorismo islâmico (Charlie Hebdo, Nice, Bataclan, migrantes estupradores) nada tem a ver com o islamismo.

Este é apenas o reflexo de uma ideologia que já foi longe demais.

O Bataclan, onde 90 pessoas morreram, foi reaberto no dia 12 deste mês com a banda Sting cantando uma nova canção intitulada “Inshallah” (Se Deus quiser).

“Esta notícia é um choque para aqueles que não vivem na realidade”, foi assim que o jornal Truth Revolt apresentou o fato. Além disso, fizeram três perguntas bastante relevantes:

Onde está a empatia da banda pelos inocentes cidadãos franceses que foram massacrados há um ano naquele mesmo local onde eles se apresentavam? Porque a banda não escreve uma música em solidariedade a eles, seus filhos e familiares? Em que momento a música condena a violência implacável dos jihadistas que riram de suas vítimas gemendo e chorando por socorro?

Algumas refugiadas disseram: “Multiplicaremos nossos números. Precisamos ter mais filhos do que os cristãos porque é a única maneira de os destruirmos aqui.”, relatou a tradutora.

A mais “nova” reforma do Ensino Médio

Na sexta-feira (11) a Associação Paranaense de Imprensa assistiu à palestra sobre “A urgência da reforma no ensino médio”, proferida pelo acadêmico de pedagogia, Rafael K. Vidal.

Na ocasião, o palestrante enfatizou sua preocupação com a formação dos professores, defendendo a necessidade de uma reforma fisiólogica da escola e do sistema de ensino: “os professores não saem bem preparados das universidades, porque são eles mesmos vítimas desse processo de ensino gangrenado que só faz perpetuar o baixo nível de educação. Isso precisa ser combatido”.

Sobre a reforma, apresentou os três eixos principais:

  • Flexibilização dos currículos – o aluno passa a receber preparo focado na área de ensino superior que pretende cursar; também passa a ser privilegiado o ensino técnico, com ênfase prática no setor produtivo;
  • Ampliação da carga horária – aumento progressivo de 800 a 1400 horas anuais (sem prazo para implementação). O objetivo é oferecer educação em tempo integral;
  • Autonomia para os sistemas estaduais – as instituições ganham mais autonomia para elaborar seus currículos e políticas, adequadas ao seu contexto específico.

A proposta da reforma do ensino médio enviada ao Congresso, rapidamente tornou-se um dos principais tópicos no debate público, a intenção do presidente Michel Temer é acelerar sua implementação, razão pela qual foi feita por meio de medida provisória. Ela segue em tramitação e deve ser aprovada até o dia 22 de janeiro de 2017, caso contrário perde seu efeito.

Há muitas questões envolvendo a capacidade de se aplicar e administrar esta reforma e ela não é a ideal mas é a que se apresenta.

Sugestão de leitura:Educação Superior nos Estados Unidos: História e Estrutura” (Editora Unesp) – Reginaldo Carmello Correa de Moraes

Neste livro Carmello apresenta a evolução histórica e estrutural do ensino americano analisando as razões pelas quais seguiu o desenvolvimento que vemos hoje. O livro contribui para o debate nacional ao explicar como se desenvolveram os chamados junior colleges, community colleges, ou escolas técnicas, modelo que veio a ser importado e adaptado por diversos países europeus e asiáticos.

Dicas para alfabetizar pessoas com TEA

A semana da alfabetização, comemorada entre os dias 5 e 9 de dezembro, está se aproximando e, em razão dela, o portal Neuro Saber lançou a Semana da Alfabetização no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O autista sofre de uma disfunção global do desenvolvimento e, por isso, seu aprendizado exige um preparo especializado dos pais e professores.

Quer saber mais sobre o assunto?

Haverá um curso online, ofertado gratuitamente, com a doutora Dayse Serra, psicopedagoga e pesquisadora, com mais de 30 anos de experiência em educação especial, sobre o processo de alfabetização no TEA.

Durante o curso serão dadas algumas orientações práticas bastante úteis para quem lida com pessoas que sofram do transtorno no dia-a-dia.

Inscrições devem ser feitas aqui.

Ensino bilíngue? As vantagens de aprender em dois idiomas

Muitos pais se preocupam com o estresse que o excesso de atividades, como o aprendizado de um outro idioma, esporte, dança ou música, pode causar em seus filhos, especialmente nos primeiros anos de vida.

Contudo, eles também se preocupam com as dificuldades que elas enfrentarão no futuro e sabem que seus filhos se desenvolverão tanto melhor pessoal e profissionalmente quanto melhor for o preparo que receberem ainda na infância.

Para alívio destes pais, o bilinguismo, que é o ensino simultâneo de dois idiomas, para crianças de 0 a 5 anos é comprovadamente eficaz e ideal.

Esta é a conclusão dos acadêmicos do curso de Pedagogia (2016), do Grupo Educacional OPET, em seu Trabalho Conclusão do Curso (TCC)*, no qual investigaram o conceito, diversas opiniões concorrentes, estudos publicados e analisaram o rendimento de alunos de uma escola bilíngue em Campo Largo-PR.

A pesquisa envolveu entrevistas com pais e professores para avaliar os efeitos da ministração simultânea de dois idiomas às crianças e os resultados confirmaram o embasamento inicial: “as crianças, em plena formação de suas faculdades cognitivas, tem franca capacidade de assimilação de conhecimentos, sons, entonação e relação de som e objeto.”

A pesquisa ressalta as condições e circunstâncias em que se dá o aprendizado, observando que deve acontecer em ambiente adequado, com professores capacitados e com o apoio da família.

Cumpre ainda destacar a janela de oportunidade que este trabalho abre ao subsidiar em conhecimento pais, escolas e Estado interessados em prover uma educação mais ampla e sólida à geração que está sendo preparada hoje, da qual depende o bom desenvolvimento da sociedade.

*GABARDO, Raquel B. D., LAZARINI, Eliane de M. L., VIDAL, Rafael K. As contribuições do ensino bilíngue no desenvolvimento da criança na Educação Infantil. 2016. 70 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia) – Grupo Educacional OPET, Curitiba.

Ely Vidal, presidente do CONIPSI

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