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O Brasil é injustamente acusado de ser racista e intolerante, especialmente com os negros, descendentes e adeptos da cultura africana.

(*) Alexandre Vidal, p/ IESS

Surpreende a muitos que um povo tão miscigenado quanto o nosso seja assim tão pacato, mas para os observadores atentos da história brasileira isto não é tão surpreendente.

Fomos um dos primeiros países a reconhecer os direitos e a igualdade de todos os membros da sociedade sem a necessidade de derramamento de sangue. Os conflitos dos quais participamos foram, muitas vezes e não por acaso, resolvidos com poucas baixas.

Entretanto, o mesmo país que é mundialmente conhecido pela sua vasta extensão territorial, pela riqueza cultural e também de recursos e pela cordialidade de seu povo, é acusado de perseguir pessoas que compuseram sua gênese.

O site Brasil.gov apontou uma possível relação entre racismo e intolerância racial. No Brasil “as religiões de matriz africana são o principal alvo de intolerância”, afirma o jornal eletrônico da BBC Brasil. O portal “O dia”, no IG, noticiou: “Justiça Federal define que cultos afro-brasileiros não constituem uma religião”.

A primeira matéria, divulgada num site governamental, sustentou uma tese sem sequer apresentar uma pesquisa que fundamentasse a afirmação. Na segunda reportagem, um jornal respeitado fez uma acusação séria, mesmo só tendo dados de alguns estados. Na última, pretendeu-se desqualificar a decisão do juiz contra a censura, acusando-o de ser preconceituoso por uma opinião que expôs, porém, os argumentos que conduziram sua decisão não foram prejudicados.

Os três veículos tomaram posição em favor da existência de perseguição. Não posso dizer por que pensam isso, acredito que pensem.

Ao invés de informar a idade dos entrevistados, como se isso garantisse alguma autoridade moral e intelectual, o jornalista deveria ter checado as informações colhidas, pois os dados são irrelevantes, as fontes são questionáveis e, o mais importante, o único fundamento é o achismo.

Ora, o racista enoja alguém por determinadas características físicas, há materialidade, já o intolerante religioso tem aversão a crenças específicas, tem caráter imaterial. Ambos podem usar outras características para justificar seu comportamento, e geralmente o fazem, mas isso não muda a motivação.

Isto posto, não é possível afirmar que uma seja consequência da outra. Talvez no futuro pesquisadores possam encontrar uma relação, se seguirem os preceitos científicos.

O povo busca o desenvolvimento econômico e social, por meio do trabalho e da educação, de modo que não tem tempo e nem interesse de perseguir pessoas. Todavia, ideias segregacionistas e revolucionárias surgem diariamente. Eis a relação que vejo entre racismo e intolerância religiosa: ideológica.

O foco dos professores em todo o país é ensinar aos alunos que são inteligentes o suficiente para pensar por si próprios, muito embora afirmem ensinar a tolerância. Porém, se a perseguição, segundo afirmam, só aumenta, cabe a pergunta de múltipla escolha: A causa é incompetência ou leitura errônea da realidade?

Temos todos os recursos necessários para uma boa educação e os resultados seguem cada vez piores nos principais exames. É evidente o desinteresse na melhora.

O interesse parece estar voltado para minar a opinião pública, apontando a sociedade branca, capitalista, patriarcal, ocidental e seus princípios judaico-cristãos como os males do mundo. E, apesar da contradição, buscam convencê-la a destruir aquilo que a constituí para progredir.

Numa avaliação honesta, vemos que não é necessário destruir nada, mas sim inibir a execução de crimes e punir os cometidos.

Como vemos, são pequenos grupos que se definem justiceiros. Em síntese, as minorias são produzidas pela divisão das pessoas em classes e, após isso, são criados espantalhos que serão os “responsáveis” por todos os infortúnios presentes nas vidas desses grupos.

Apontam para supostos crimes sem origem, com exceções nebulosas. Acontece que não cabe à sociedade provar que não existe Papai Noel.

De qualquer modo, fatos são irrelevantes quando o estado de vítima depende exclusivamente do sentimento. É o fenômeno da pós-verdade.

O culto internacional à rebeldia, ao grotesco e à direitos genéricos, em detrimento dos valores fundadores da sociedade contemporânea podem ser a fonte deste problema, pois o relativismo não serve como regra.

Naturalmente, não nego a existência de racismo ou da intolerância, mas a nego como estratégia, política de Estado ou, pior, uma característica de nosso povo.

Também entendo que quem afirma o contrário está justificando o descolamento da realidade, implicado na agenda imposta, pela negação constantemente, e aí sim estrategicamente, da realidade.

Acredito que o maior sucesso do Brasil é o seu povo. Gigante por natureza, se tornou ainda maior por aqueles que nele vieram morar, e que buscaram o progresso, através da ordem e da conservação daquilo que os constituiu.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.

Educação

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