Os coreanos são conhecidos por sua habilidade com arcos, são chamados de nação dos arqueiros. Você sabe por quê?

Os povos daquela região são famosos por suas habilidades em guerras, em especial o célebre imperador Genghis Khan. A arquearia é uma verdadeira maravilha que evoluiu com eles e os coreanos veneram essa arte que começou há séculos, chegando a conquistar 8 medalhas de ouro consecutivamente.

O Gakgung é um arco coreano que foi desenvolvido em 222 a.C. Atingindo até 400 metros, chegou a ser o mais poderoso arco no mundo.

Composto de muitos materiais, a empunhadura é feita de bamboo forte e flexível e o arco é feito da forte madeira da amoreira.

Para aumentar a área da cola são feitos cortes em “v”, pois é importante colar bem os diferentes materiais. A bexiga, ou vesícula do peixe é fervida até virar uma cola bem espessa que não é apenas forte mas também permite que seja flexível.

O chifre de bufalo asiático assado acrescenta resiliência e também é preso com a cola do peixe. A casca da árvore Bétula protege a cola da umidade, enquanto os tendões da perna da vaca adicionam elasticidade ao arco.

A cola “agyo” permite que objetos deslizem. Diferente dos arcos recurvados, o Gakgung no seu estado relaxado tem o formato de um “c”, dando muita força ao arco mesmo com um pequeno tamanho.

Seu desenho é semelhante ao do arco mongol mas, apesar de ser menor e mais leve, atira flechas muito mais longe e com mais força.

Os arcos são semelhantes à primeira vista, mas ao retirar a corda, o arco coreano se curva formando um círculo, nenhum outro arco faz isso. Assim se revela o poder da arma.

Arcos leves e fortes eram letais sobre cavalgaduras, especialmente com táticas Partas. Os arcos mais fortes dominavam o campo de batalha e foi uma arma importante para a conquista mongol, sobretudo, frente aos europeus.

Em 1372, piratas Waku invadiram uma vila em Gangwon (Coréia do Sul), os soldados fugiram, mas um homem ficou no caminho deles. Yi Ok era um escravo durante a era Goryeo:

“Ele disparou contra os atacantes e fugiu para as montanhas.” Logo, os invasores descobriram que mesmo um único arco, nas mãos certas, era uma força com a qual se podia contar.

“Ele guardou flechas em vários pontos estratégicos e atirava enquanto ele corria de um lado para outro.”

O arco japonês era maior e desajeitado, impedindo a mobilidade na floresta. Ainda assim, fraco em comparação à força e alcance do koreano.

“Toda vez que o arco atirava, uma flecha acertava o seu alvo e os mortos eram incontáveis.”

Depois disso, os Waku nunca mais atacaram a região e a paz foi mantida na vila.

Os chineses preferiam a lança, os japoneses a espada mas a arma escolhida pelos coreanos foi o arco.

A arquearia era vista como um meio de cultivar a mente para pessoas de todos os níveis sociais. Era também a arma ideal para defesa, especialmente para um país e povo cuja filosofia em guerra fosse lutar contra inimigos numericamente superiores, para preservar a paz e evitar o derramamento de sangue.

“Uma mente medrosa e fraca não pode acertar o alvo” diz um ditado

Havia também o arco Jeong Ryang Gung que era maior muito mais forte. O Cheolgung era um único arco feito completamente de bronze, forte mas pesado. Mas a verdadeira coroa da arquearia coreana era de fato o Pyeon Jeon, cujas flechas tinham apenas 40 cm, menos da metade das normais, o que aumentava a velocidade e evitava a oscilação da seta, o chamado “paradoxo dos arqueiros”.

A oscilação cria mais turbulência no ar: mais área frontal para resistência do ar, mais atrito. Mesmo que a “força” possa ser a mesma, maior velocidade leva a maior impulso no impacto.

O Pyeon Jeon exigia um tubo de bambu chamado de “Tong Ah”, que fazia as vezes do cano da arma para que a flecha atingisse o alvo como uma bala. Porque a flecha era mais curta era inútil ao inimigo. Era um segredo bem guardado e seu treino era proibido na presença de estrangeiros. O arco tinha o raio de 1.200 metros.

Recomendação: o documentário especial de ano novo completo no link (www.youtube.com/watch?v=w81dyjAeuIM). O resumo pode ser visto no vídeo abaixo:

 

Destaque especial aos 18 min, em que o ancião conta um pouco de como o regime comunista eliminava a liberdade do indivíduo pela alienação.

Por volta dos anos 90 era proibido se falar em arquearia. A cultura mongol foi suprimida durante o regime comunista, quando não se podia falar o nome de Genghis Khan. Na era soviética você não podia aprender sobre Genghis Khan e o império Mongol, diz o ancião.

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