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Opinião de uma mulher que foi homossexual durante 12 anos.

 

 

 

Para começar, esse termo é politizado, tendencioso e comercial. O termo ardiloso serve para gerar sensacionalismo e indignação de todos os lados. Estamos vivendo uma ditadura gay no Brasil, daqui a pouco tempo será proibido ser heterossexual, vai vendo!

A liminar do Juiz Waldemar Cláudio, que autoriza sem censura o atendimento dos psicólogos a pacientes que “ASSIM DESEJAREM” ser atendidos, é a mais pura expressão de direitos humanos. Ouvi esta semana de que liberar os psicólogos para atender homossexuais fere os direitos humanos. Violação dos direitos humanos é deixar de ajudar alguém que deseja ser ajudado. Isso é negligência, isso é violação.

Existem dois tipos de situação psicológica envolvendo a orientação homossexual. O primeiro é a chamada Homossexualidade Egodistônica, que são aqueles que têm ciência de sua orientação homossexual, mas estão infelizes com estes desejos, ou seja, estão desconfortáveis, não querem viver a homossexualidade, estão sofrendo (precisa desenhar?), e para estes a liminar do juiz autoriza os psicólogos a atenderem, ou seja, mais uma vez, atender aqueles que querem atendimento, ajudar aqueles que querem ajuda! Também existe outro grupo: Homossexualidade Egosintônica. Estes não apresentam problemas em aceitar a sua homossexualidade.

Vivi doze anos na homossexualidade, com conflitos internos, com desejos indesejados e com desconforto com relação à minha orientação sexual. Se pudesse e tivesse o amparo da Psicologia sem censura, quem sabe não teria sofrido tanto tempo sozinha. Eu tinha todo direito de viver a homossexualidade, assim como hoje tenho todo o direito de não viver mais!

A ciência atual ainda não encontrou provas de que a homossexualidade seja inata. Existem bons estudos, mas não passam de suposições. O problema não é de onde vêm os desejos, pois a Psicanálise e a própria Psicologia conseguem decifrar algumas potenciais causas que podem vulnerabilizar uma pessoa a desenvolver desejos homossexuais. O problema não é de onde vêm os desejos, o problema é a ditadura, é a imposição ativista de que todos podem migrar de hétero para homo, mas ninguém está livre para mudar de ideia e abandonar a prática. Precisamos deixar de hipocrisia e totalitarismo. Para sair do armário o sujeito é recebido com festa, mas se não encontrar o pote de ouro no final do arco-íris e quiser voltar, vai ter que caminhar sozinho. Isso é igualdade? Não! Parece que o sujeito só é validado enquanto vive as ideologias dos outros, mas quando deseja abandonar a causa, se torna um irracional, delirante.

O avatar já foi criado e o povo está comprando a ideia mais uma vez. A doença não é a homossexualidade, pois não é uma doença. A doença da vez se chama alienação. Alienação é a diminuição da capacidade de pensar por si próprio, uma vez que o povo não busca informação e é fisgado pela comoção dos programas de TV e opiniões artísticas. A comoção nos causa empatia, e a empatia nos leva a comprar uma causa. O problema é que esta causa não está interessada no bem-estar dos indivíduos, mas sim em propagar sua agenda de gênero, que é mundial e que não temos tempo para explicar aqui. A alienação com relação a estes assuntos retira a identidade do ser humano, que age sem saber, o famoso “idiota útil”, que propaga uma informação, sendo que ele próprio não sabe o fundamento. Vivemos a tirania dos direitos, ou seja, não temos o direito de conhecer a fundo a origem de nossos desejos.

O que isso tem a ver com a falácia da “cura gay”? Tem tudo a ver! Vivemos numa sociedade que, presa por indivíduos desinformados, ou semi-informados, o que os torna presas fáceis de serem fisgadas pelas ideologias em voga. Quanto mais a realidade decresce, mais mergulhamos nas fábulas.

JULIANA FERRON é palestrante, escritora e autora do livro CANSEI DE SER GAY

Artigo da Gazeta do Povo.

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Editorial

Colunista do Conselho Internacional de Psicanálise.